06/4 – Dia Mundial da Atividade Física e Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida

 

O Dia Mundial da Atividade Física, comemorado anualmente em 6 de abril, desde 2002, tem como principal objetivo conscientizar a todos sobre o impacto significativo da prática de atividades físicas na saúde do corpo e da mente, contribuindo para prevenir doenças crônicas não transmissíveis como problemas cardiovasculares, hipertensão, derrame, câncer e diabetes, reduzindo sintomas de depressão e ansiedade, manutenção do peso saudável, ao mesmo tempo em que garante o crescimento e o desenvolvimento em jovens, melhorando a qualidade de vida e o bem-estar geral dos indivíduos, repercutindo em melhor saúde global!

Estimativas atuais mostram que 1 em cada 3 adultos e 81% dos adolescentes não fazem atividade física suficiente. Além disso, à medida em que os países se desenvolvem economicamente, os níveis de inatividade aumentam e podem chegar a 70% devido às mudanças nos padrões de transporte, ao uso crescente de tecnologia para o trabalho e a recreação, aos valores culturais e ao aumento do comportamento sedentário.

Comportamentos sedentários são períodos de baixo gasto energético, como ficar sentado assistindo à televisão, celular ou tablet. Tanto o sedentarismo quanto os níveis inadequados de atividade física têm impactos negativos nos sistemas de saúde, no meio ambiente, no desenvolvimento econômico, no bem-estar comunitário e individual e na qualidade de vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos. Caminhadas, corridas, musculação, dança, esportes, recreação e brincadeiras ativas e até mesmo atividades simples, como subir escadas, andar de bicicleta, executar as tarefas domésticas ou empregos que exigem trabalho físico são consideradas formas de movimentar o corpo.

 

Com o objetivo primordial de incentivar as pessoas a serem mais ativas para um mundo mais saudável, a OMS lançou o documento: The Global Action Plan on Physical Activity 2018-2030 – um plano de ação que mostra aos países como reduzir a inatividade física em adultos e adolescentes em 15% até 2030 e recomendações com um conjunto de 20 áreas políticas que, combinadas, têm o objetivo de criar sociedades mais ativas por meio da melhoria dos ambientes e oportunidades para pessoas de todas as idades e habilidades para praticarem mais caminhadas, ciclismo, esportes, recreação ativa, dança e jogos. O documento também pede apoio ao treinamento de profissionais de saúde e outros profissionais, sistemas de dados mais sólidos, bem como o uso de tecnologias digitais.

Níveis regulares e adequados de atividade física:

– Melhoram o condicionamento muscular e cardiorrespiratório;
– Aumentam a saúde óssea e funcional;
– Reduzem o risco de hipertensão e outras doenças não transmissíveis;
– Reduzem o risco de quedas, bem como de fraturas de quadril ou vertebrais;
– São fundamentais para o balanço energético e controle de peso;
– Promovem a autoestima e a sensação de bem-estar;
– Diminuem o estresse e o cansaço;
– Aumentam a disposição;
– Melhoram a força e a resistência muscular;
– Melhoram a aparência da pele.

Muito além da estética, manter-se ativo é uma das principais estratégias para promover o bem-estar, prevenir doenças e garantir longevidade com autonomia e disposição.

 

10 passos para praticar mais atividade física:

1. Conhecer os domínios da atividade física:

– Caminhar, praticar esportes e dançar no tempo livre;
– Deslocar-se a pé ou de bicicleta de um lugar ao outro;
– No local de trabalho ou estudo, usar mais as escadas, levantar-se para beber água mais vezes ao longo do dia e participar das aulas de educação física escolar;
– Executar tarefas domésticas, como limpar, organizar, cuidar das plantas, do quintal, do animal de estimação.

2. Cumprir as recomendações de atividade física:

– Crianças de até 1 ano de idade: 30 minutos por dia de barriga para baixo (de bruços);
– Crianças de 1 a 2 anos de idade: 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade;
– Crianças de 3 a 5 anos de idade: 3 horas por dia de atividades físicas, das quais pelo menos 1 hora deve ser de atividades de intensidade moderada a vigorosa;
– Crianças e jovens de 6 a 17 anos de idade: 60 minutos de atividade física por dia em intensidade moderada ou vigorosa;
– Adultos e idosos: 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa por semana.

Atividades que fortaleçam os músculos e os ossos e que incluam alongamentos devem ser realizadas de duas a três vezes por semana.

As recomendações para gestantes e mulheres no pós-parto e pessoas com deficiência são as mesmas, conforme o ciclo de vida. A prática regular de atividade física deve ser confortável e segura para que seja adaptada às diferentes condições.

3. Interromper o tempo em comportamento sedentário: Diminuir o tempo em atividades como estar sentado, reclinado ou deitado, com baixo gasto de energia.

4. Superar os obstáculos para a prática de atividade física: Aspectos financeiros, sociais e físicos, como a idade, não devem ser motivos de impedimento para movimentar-se.

5. Buscar companhia para praticar atividade física.

6. Explorar ambientes e iniciativas para a prática de atividade física.

7. Buscar informações sobre atividade física em fontes confiáveis. Consultar o Guia de Atividade Física para a População Brasileira.

8. Perceber os benefícios da prática de atividade física.

9. Experimentar diferentes tipos de atividade física.

10. Influenciar as pessoas do seu convívio a serem mais ativas também!

 

No Brasil, além do Dia Mundial da Atividade Física, comemora-se em 6 de abril o Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida, temas estreitamente relacionados à prática de atividade física e à saúde.

A promoção da saúde pode ser definida como o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo.

Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social, indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente.

A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e não como objetivo de viver. Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde e está além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global. (Carta de Ottawa, 1986).

A promoção da saúde tem como meta a qualidade de vida e seus princípios norteadores são a equidade, a paz e a justiça social. De acordo com Carta de Ottawa, a promoção da saúde contempla 5 amplos campos de ação:

– Implementação de políticas públicas saudáveis;
– Criação de ambientes saudáveis;
– Capacitação da comunidade;
– Desenvolvimento de habilidades individuais e coletivas;
– Reorientação dos serviços de saúde.

 

No Sistema Único de Saúde (SUS), a estratégia de promoção da saúde é retomada como uma possibilidade de enfocar os aspectos que determinam o processo saúde-adoecimento em nosso País – como, por exemplo: violência, desemprego, subemprego, falta de saneamento básico, habitação inadequada e/ou ausente, dificuldade de acesso à educação, fome, urbanização desordenada, qualidade do ar e da água ameaçada e deteriorada; e potencializam formas mais amplas de intervir em saúde.

A Política Nacional de Promoção da Saúde tem como objetivo geral promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidades e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais.

 

Fontes:

Agência Brasília
Instituto Federal de Minas Gerais
International Society for Physical Activity and Health (ISPAH)
Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)
Universidade Federal de Pernambuco

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