Saiba como fica situação na Câmara de Teresina com afastamento de vereadora presa pela PF


Tatiana Medeiros, do PSB, foi presa nesta quinta-feira (3) durante a Operação Escudo Eleitoral. PF aponta indícios de que a campanha que a elegeu, em 2024, foi custeada com “recursos ilícitos de facção criminosa”. Vereadora Tatiana Medeiros é presa pela PF e afastada do cargo
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi afastada da Câmara Municipal de Teresina por determinação da Justiça Eleitoral do Piauí. A decisão foi tomada após a prisão preventiva da parlamentar, realizada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (3), durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral. Como fica, então, a composição da Câmara da capital?
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Segundo o procurador-geral da Câmara, Pedro Rycardo Couto, a vereadora ainda não foi cassada e não perdeu o mandato. Isso só pode acontecer, de acordo com ele, depois que houver uma condenação transitada em julgado – ou seja, quando ela não tiver mais chance de recorrer da decisão.
O regimento interno da Casa determina que, nos casos em que um parlamentar é afastado ou impedido de assumir o cargo, um suplente pode ser convocado para ocupar a cadeira dele em um período superior a 60 dias.
Enquanto isso, a Câmara de Teresina, composta por 29 vereadores, ficará com um vereador a menos.
Tatiana Medeiros, vereadora de Teresina pelo PSB
Jonas Carvalho/TV Clube
Caso Tatiana fique afastada pelo prazo de 60 dias, a vaga dela será assumida pelo primeiro suplente do PSB Leondidas Júnior, que recebeu 2.262 votos nas eleições de 2024.
O g1 questionou à Câmara, e aguarda resposta, se a vereadora receberá salário durante esse período e se os funcionários de seu gabinete também serão afastados.
Suspeita de ligação com facção
A Polícia Federal apontou indícios de que a campanha que elegeu Tatiana Medeiros, em 2024, foi custeada com “recursos ilícitos oriundos de facção criminosa” e “desvios de recursos públicos de uma instituição não governamental”.
“A investigação, iniciada após a divulgação dos resultados das Eleições 2024, identificou elementos que apontaram vínculo entre candidata eleita ao cargo de vereadora na capital piauiense e expoente de facção criminosa violenta com grande atuação no estado”, informou a polícia.
Ao todo, duas pessoas foram presas preventivamente durante a operação desta quinta: a vereadora e seu companheiro Alandilson Cardoso, que já está preso, desde novembro de 2024, suspeito de tráfico de drogas.
Em coletiva de imprensa, o advogado da vereadora, Édson Araújo, afirmou que considera a decisão “completamente arbitrária” e ressaltou que Tatiana não cumpre os requisitos para ser presa preventivamente.
A direção municipal do PSB declarou, em nota, que também aguarda ter acesso à investigação para “estabelecer os devidos processos legais”.
A audiência de custódia da vereadora está marcada para a manhã de sexta-feira (4), na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), em Teresina.
Vereadora de primeiro mandato
Investigada pela PF, Tatiana Medeiros é diplomada vereadora de Teresina
Tatiana foi eleita para o primeiro mandato na Câmara Municipal de Teresina (CMT), em outubro de 2024, com 2.925 votos. Ela não tinha passado político antes de concorrer ao cargo.
A parlamentar é natural da capital piauiense, formada em direito e atua, além da política, como advogada e filantropa na ONG Vamos Juntos.
Em março de 2025, o secretário de Planejamento do Piauí e então presidente municipal do PSB, Washington Bonfim, a afastou da função de secretária-geral do partido e justificou que aguardava os resultados da operação da PF deflagrada no ano anterior.
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