Troca na comunicação não melhora imagem de Lula e Sidônio vira alvo no próprio PT

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A tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de culpar a comunicação pelo seu desgaste popular e substituir o ex-ministro Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na chefia da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) não surtiu o efeito esperado — e pode estar agravando a situação. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (2), a percepção da população é clara: a comunicação do governo piorou ou não mudou em nada.

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A substituição foi tratada no Planalto como uma correção de rota. Mas a pesquisa mostrou que, até agora, a única rota visível é a do fracasso. A imagem pública de Lula segue em queda livre, e o novo comando da Secom, ao contrário do que prometia, não reverteu tendências negativas, nem ampliou o alcance de mensagens positivas do governo.

A estratégia de Sidônio foi colocar Lula em evidência: mais falas, mais agendas, mais vídeos, mais redes. O efeito, no entanto, foi inversamente proporcional. Quanto mais o presidente apareceu, pior ficou sua percepção entre os eleitores. Um sinal claro de que a imagem de Lula não sofre por invisibilidade, mas por conteúdo — ou a falta dele.

Para 50% dos entrevistados, Lula “tem aparecido menos” — mesmo com o aumento real da exposição midiática. Um paradoxo que revela desconexão entre o discurso publicitário e a realidade percebida pela população. Ou seja: não adianta empacotar discurso se o produto não convence.

Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores, o clima não é de solidariedade com Sidônio. Figuras influentes, como Gleisi Hoffmann, já demonstram irritação com os resultados e o que consideram uma comunicação “cheia de factóides e vazia de impacto real”.

A expectativa era que Sidônio, responsável por campanhas anteriores bem-sucedidas de Lula, trouxesse um tom mais eficaz, menos burocrático e mais conectado com o povo. Mas, até agora, o marqueteiro parece ter se especializado em vender fumaça institucional — enquanto os problemas reais do governo continuam sem explicação convincente nem defesa sólida nas redes ou na imprensa.

“Não há mágica que resolva quando o produto não entrega”, ironizou um deputado do PT, sob reserva. “A comunicação só grita o que o governo sussurra.”

Mesmo com parte da imprensa ainda tratando o governo com certo cuidado, 47% dos entrevistados afirmam que o noticiário sobre Lula segue negativo, reforçando a impressão de um presidente que aparece mais, mas convence menos. Nem o apoio editorial de veículos simpáticos tem sido suficiente para frear a percepção de desgaste.

A pesquisa Quaest também revelou que, embora 44% da população ainda se informe pela televisão, 34% já usam as redes sociais como principal fonte de informação. A mudança é significativa: na arena digital, a narrativa oficial do governo tem sido superada por influenciadores, críticos e memes que desmontam discursos institucionais com ironia e velocidade.

Ou seja: a comunicação do governo não perdeu só a batalha da opinião pública — está perdendo a guerra da linguagem.

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Fonte : Hora Brasilia

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