Futuro: o refúgio subterrâneo dos bilionários

As crescentes incertezas globais, impulsionadas por mudanças climáticas, pandemias, conflitos geopolíticos e crises sociais, têm levado a elite financeira mundial a buscar soluções alternativas para garantir sua segurança. Entre essas alternativas, destaca-se o investimento em bunkers subterrâneos de alto padrão, uma tendência que vem ganhando força entre os ultrarricos.

Embora a busca por proteção em cenários de catástrofes não seja um conceito novo, a crescente demanda transformou esse setor em um mercado altamente lucrativo. Projeções indicam que, nos Estados Unidos, a indústria de bunkers atingirá um valor de aproximadamente US$ 175 milhões até 2030. Empresas especializadas têm capitalizado sobre essa demanda, oferecendo refúgios que variam desde instalações mais modestas, avaliadas em US$ 20 mil, até complexos subterrâneos sofisticados que ultrapassam milhões de dólares.

Apesar da aparente segurança oferecida por esses abrigos, especialistas alertam para suas limitações. Em cenários extremos, como um conflito nuclear, os impactos da radiação poderiam se estender por longos períodos, tornando inviável um retorno seguro à superfície. Dessa forma, a proteção proporcionada pelos bunkers pode ser temporária e insuficiente diante de determinadas ameaças globais.

Grandes nomes do setor tecnológico já demonstram interesse nesse segmento. O fundador da Meta, Mark Zuckerberg, por exemplo, investiu aproximadamente R$ 1,6 bilhão na construção de um complexo subterrâneo no Havaí, equipado com túneis de fuga e sistemas de segurança de última geração.

No Brasil, pesquisas realizadas em 2005 indicavam a existência de 102 bunkers no país, sendo 63 apenas na cidade de São Paulo. A crescente adesão a esse tipo de estrutura levanta questionamentos sobre o que determinados grupos podem prever para o futuro e até que ponto o desejo por segurança pode redefinir o modo de vida dos mais privilegiados.

foto ilustrativa FreePik

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