TST prevê gasto de R$ 90 mil em sofás de couro e R$ 900 mil em coquetéis com vinho e filé-mignon

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) reservou aproximadamente R$ 90 mil para a compra de sofás de couro natural, com unidades que podem chegar a custar quase R$ 5 mil cada. Os móveis serão destinados aos gabinetes de ministros e também a salas de reuniões e sessões da Corte, conforme consta em documento oficial.

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Apesar do alto custo, o tribunal destaca que a aquisição segue critérios ambientais. De acordo com o pedido, os sofás deverão ser feitos com material atóxico, reciclável, reciclado ou biodegradável e vir, preferencialmente, em embalagens sustentáveis, com o menor volume possível.

“Tal medida baseia-se em uma nova mentalidade presente na Justiça do Trabalho, que visa a privilegiar iniciativas voltadas à proteção ambiental, como comprova o Guia de Inclusão de Critérios de Sustentabilidade nas Contratações”, informou o TST em nota.

O tribunal afirma que a medida busca promover uma “cultura de responsabilidade socioambiental” no processo de compras públicas. No entanto, o contraste entre o discurso ambiental e a escolha por sofás de couro animal de alto padrão levantou questionamentos sobre a coerência das ações com as metas sustentáveis.

Em outra frente, o TST também destinou cerca de R$ 900 mil para a realização de coquetéis, coffee breaks e serviços de buffet, durante o período de um ano, conforme revelado em janeiro pela imprensa. Os serviços serão contratados por demanda e incluem uma série de itens de alto padrão.

Entre os pedidos, há espumantes brut das marcas Casa Perini, Chandon, Miolo, Salton ou Casa Valduga, além de vinhos Malbec e rótulos como Cordero Con Piel de Lobo, Morandé, Santa Helena, Alta Vista e Argento.

O cardápio especificado pelo tribunal também prevê a oferta de canapés de queijo brie e gorgonzola, folhados de bacon com fios de ovos, filé-mignon, risoto de tomate seco e outras opções sofisticadas. Para os cafés, estão previstos cappuccinos, chocolate quente, chás selecionados e uma “seleção variada” de petit fours.

As iniciativas ocorrem em meio a discussões sobre os custos da máquina pública e o papel do Judiciário diante das demandas sociais. Embora estejam dentro da legalidade orçamentária, os valores e os itens contratados pelo TST têm sido alvo de críticas pela falta de sensibilidade com o cenário econômico do país.

Internamente, a justificativa do tribunal é que os eventos e recepções são parte da rotina institucional e obedecem a padrões formais. No entanto, a contratação de serviços com menu gourmet e bebidas premium vem gerando reações em órgãos de controle e na sociedade civil.

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Fonte : Hora Brasilia

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