Na Câmara, lei de reciprocidade, que enfrenta tarifas de Trump, une governo e oposição

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Pouco antes do meio-dia desta quarta, 2 de abril, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) deixou o gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta, em direção ao plenário da Casa.

Tinha pressa para uma missão recebida minutos antes: negociar com os líderes de partidos a votação em regime de urgência do projeto da reciprocidade, que dá condições ao Brasil de enfrentar a guerra comercial aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A ideia é votar ainda hoje”, disse Jardim ao NeoFeed.

O objetivo é aprovar o texto analisado no Senado na terça-feira, 1º de abril, sem alteração para evitar um vai e vem no Congresso, atrasando a tramitação.

A votação em regime de urgência com o acordo dos líderes prevê a retirada de prazos regimentais dada a importância de determinado projeto.  Neste caso, uma resposta imediata do Brasil ao presidente dos EUA, Donaldo Trump, que chamou o 2 de abril como o “Dia da Libertação” das tarifas.

A pressa do Congresso atropelou inclusive a obstrução do PL – partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – em favor da votação da anistia ao 8 de janeiro. Sem condições de frear a velocidade do acordo sobre o projeto da reciprocidade, parlamentares da legenda disseram que não poderiam manter a disposição de atrasar os trabalhos do Congresso, pelo menos neste caso. O acordo para a votação envolveu políticos do governo e da oposição.

Ainda na noite de terça-feira, a relatora do texto no Senado, Tereza Cristina (PP-MS) procurou as lideranças na Câmara para combinar o regime de urgência. O mesmo foi feito pelo líder do governo Jaques Wagner (PT). Assim que chegou na Câmara, o presidente da Casa indicou Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

O projeto da reciprocidade prevê um marco legal para o governo federal – mais especificamente o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o Itamaraty – retaliar com aumento de tarifas países que mudem acordos internacionais. Se inicialmente o projeto mirava a defesa brasileira em relação a produtores da União Europeia, a urgência chegou com as ameaças de Trump.

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Neofeed

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