O aviso do veterano do Vale do Silício, Avanish Sahai, aos CEOs: “Não tenham medo da AI”

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A inteligência artificial já não é mais uma promessa futurista, mas uma realidade que vem redefinindo a forma como as empresas operam e tomam decisões estratégicas. E aquelas que não adotarem essa tecnologia estarão em desvantagem competitiva já nos próximos anos.

Esse é o alerta do veterano do Vale do Silício, Avanish Sahai, que foi vice-presidente global do Google Cloud e de outras gigantes da tecnologia, e que participou do episódio de estreia do Revolução IA, programa do NeoFeed que tem patrocínio da Magalu Cloud.

Segundo o veterano, ao contrário do que muitos pensam, a introdução dessa tecnologia numa organização não precisa ser muito dispendiosa, sendo possível obter ganhos operacionais a partir do uso de Large Language Models (LLMs), a exemplo do ChatGPT e do DeepSeek. 

“Amazon, Google, Microsoft e Meta, neste ano de 2025, vão investir US$ 325 bilhões em IA. É mais do que o PIB de muitos países. E elas estão expondo investimentos através de ferramentas. Nós usuários, empresários, de qualquer lado do balcão, temos acesso a isso”, diz Sahai. 

Ele completa dizendo que “o que a OpenAI fez com o ChatGPT foi democratizar o acesso. Antigamente, IA era uma caixa preta. Nos últimos anos, ficou bem mais acessível. A primeira recomendação [para CEOs] é não tenha medo, comece a usar esses serviços, como ChatGPT e Gemini, para testar e encontrar resultados melhores”. 

Apesar de ressaltar o avanço proporcionado pelos LLMs, Sahai avalia que devem surgir novos Small Language Models — modelos em que os dados ficam restritos dentro de uma empresa ou de um país — para atender demandas de organizações ou nações que lidem com informações sensíveis e tenham receio de compartilhá-las com big techs, mesmo sob cláusulas de proteção de dados.

“Quem vai colocar dados sobre projetos militares dentro de um sistema que possivelmente está acessível ao seu competidor, seu concorrente?”, reflete o especialista.

De funcionários-robôs a um ecossistema eficaz

Uma novidade recente pode mudar completamente o dia a dia das organizações. Se, por ao menos duas décadas, o modelo Software como Serviço (SaaS) esteve no centro do universo da tecnologia, agora os Serviços como Software (service as a software) podem agilizar processos e ajudar empresas a elevarem seus lucros através da adoção de agentes inteligentes. Uma espécie de funcionários-robôs que tomam decisões sem precisar de humanos.

“A IA, por ser autoeducacional, vai entender certos processos e fazer certas coisas de forma automática, sem engajar com pessoas ou precisar de aprovações. A IA vai aprender e vai tomar a decisão. Por exemplo, o pagamento de boletos de uma empresa”, explica Sahai. “Embaixo disso vão ter agentes de tecnologia que estão usando a I.A para fazer esse tipo automação. Essa é uma das inovações que a gente está falando muito esse ano.”

Além disso, Avanish Sahai destacou o papel estratégico da gestão de ecossistemas para inteligência artificial, o que exige um profundo conhecimento do modelo de negócios e dos parceiros envolvidos.

Na corrida global em inteligência artificial, no entanto, o Brasil ainda deixa muito a desejar, opina Sahai. Além de atrás dos Estados Unidos e da China, potências nessa área, o especialista considera que o país está também atrás da Índia. 

As razões para isso são a falta da fluência em inglês pela população, visto que o idioma é considerado língua nativa da programação; a falta de engajamento de faculdades e escolas em usar a tecnologia de uma forma mais produtiva e regular; além da falta de ambição de empresários brasileiros.

“A ideia de pensar grande é importante, ter uma visão global. O empreendedor brasileiro frequentemente ainda pensa de forma limitada. Se você tem uma solução super legal para um problema que deve ser global, pense global”, aconselha.

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Neofeed

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