Relatório global avalia níveis de felicidade; veja os países em destaque e a posição do Brasil

A felicidade é um conceito subjetivo e complexo, frequentemente associado ao bem-estar e a momentos positivos. No entanto, pesquisadores buscam quantificá-la para compreender diferenças entre países e identificar fatores que influenciam a qualidade de vida da população.

Um dos principais estudos sobre o tema é o Relatório Mundial da Felicidade, elaborado por instituições como a Universidade de Oxford e a Gallup. O levantamento utiliza dados coletados ao longo de três anos para minimizar distorções e baseia-se em entrevistas realizadas com cerca de mil pessoas por país. Os participantes avaliam sua satisfação com a vida em uma escala de 0 a 10.

Além da autoavaliação, o estudo considera seis critérios objetivos para medir a felicidade: renda per capita, expectativa de vida saudável, apoio social, generosidade, liberdade e percepção de corrupção. Para garantir maior precisão, o relatório também adota um índice de referência chamado “Distopia”, que estabelece margens de erro para cada indicador.

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Ranking global

Os países nórdicos seguem dominando as primeiras posições do ranking. Pelo sétimo ano consecutivo, a Finlândia foi considerada a nação mais feliz do mundo, seguida por Dinamarca, Islândia, Suécia e Holanda.

Nas Américas, Costa Rica (6º) e México (10º) foram os únicos países a figurar no top 10. Entre as demais regiões, os Emirados Árabes Unidos (21º) lideram fora da Europa e América.

O Brasil avançou oito posições e agora ocupa o 36º lugar, superando a Argentina (42º) e ficando atrás apenas de Uruguai (30º), Costa Rica e México no continente. Um dado relevante é que, no país, os jovens estão relatando níveis menores de felicidade, enquanto a população mais velha registra maior bem-estar—a mesma tendência observada globalmente.

Já os Estados Unidos caíram para a 24ª posição, ficando fora do top 20 pela primeira vez em duas décadas. No extremo oposto do ranking, os países com os menores índices de felicidade são Líbano, Serra Leoa e, em último lugar, Afeganistão. No total, 147 países foram avaliados.

Benevolência e bem-estar

Além da classificação dos países, o estudo deste ano aprofundou a relação entre felicidade e generosidade, analisando como o comportamento solidário influencia o bem-estar individual e coletivo.

Entre as principais conclusões, os pesquisadores destacam que as pessoas geralmente subestimam a benevolência alheia. Um experimento demonstrou que, quando carteiras foram propositalmente deixadas na rua, a taxa de devolução foi significativamente maior do que a expectativa dos entrevistados.

O relatório também aponta que sociedades mais generosas tendem a reduzir desigualdades na distribuição da felicidade, beneficiando especialmente os grupos menos satisfeitos com a vida. Além disso, durante a pandemia de COVID-19, atos de solidariedade aumentaram em todas as regiões do mundo e, apesar de uma leve queda recente, seguem cerca de 10% acima dos níveis pré-pandêmicos.

Por fim, o estudo ressalta que a benevolência não apenas beneficia quem recebe ajuda, mas também quem a pratica. No entanto, esse impacto positivo é potencializado quando a motivação é genuína, o ato ocorre de forma voluntária e há um efeito concreto na vida do beneficiado.

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