Portadores da Folia leva inclusão à orla

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O bloco Portadores da Folia, que já se consolidou como um dos mais animados de João Pessoa, desfilou, ontem, da Avenida Almirante Tamandaré até o Largo da Gameleira, em Tambaú. Aguardado com muita expectativa pelo público, o evento contou com a participação não apenas de pessoas com deficiência (PcD) e de seus familiares, mas também de simpatizantes e de turistas, que se juntaram à festa de rua, atraídos pela sua energia. A Banda Tentáculos e o palhaço Pipi animaram os foliões.

Por oferecer um ambiente seguro e receptivo para diversos tipos de foliões, o bloco angaria frequentadores assíduos. Há pelo menos três anos, Jean Ricardo e seu filho, Victor, de 11 anos, que moram em Cabedelo, saem no Portadores da Folia. “Ele se diverte muito e gosta de estar perto das pessoas”, explica o pai do menino, que espera a festa pré-carnavalesca, especialmente os momentos de encontro com outras crianças que fazem parte do bloco, todos os anos.

Para algumas famílias, a história com o bloco é ainda mais longeva. Maria Lúcia acompanha o filho Pedro desde muito cedo. O jovem, que tem hoje 19 anos, participa do Portadores há 15 anos. “É tranquilo e acolhedor, a gente sente segurança, diferentemente dos blocos maiores”, relata a mãe. Todos os anos, segundo Maria Lúcia, Pedro aguarda o dia do evento. “O bloco já entrou na vida dele”, completa.

À frente da organização da festa, a presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), Simone Jordão, ressalta o crescimento do bloco e de seu público, a cada edição. “Começamos com um bloco bem menor do que o que temos hoje, mas a cada ano vemos mais pessoas”.

Há 32 anos, o evento é realizado com o objetivo de integrar, socializar e oferecer oportunidade à pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida de participar da prévia carnavalesca da capital, com acessibilidade. Neste ano, o bloco teve o tema “Com alegria e inclusão, todo mundo é Carnaval”. Diversas entidades envolvidas com a causa das PcD acompanham, anualmente, o desfile.

Simone Jordão explica que a iniciativa trata-se também de uma demonstração de como a promoção de políticas públicas deve pensar em toda a população. “Todas as pessoas devem ser protagonistas dos movimentos culturais que acontecem na cidade. Nesse bloco, cabem todas as pessoas”, diz a presidente da Funad.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 26 de fevereiro de 2025.

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A União

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