Dengue no RS: estado registra 40 mortes em 2024, número em crescimento

O Rio Grande do Sul enfrenta um ano desafiador no combate à dengue, com a confirmação de 40 mortes em decorrência da doença em 2024. As vítimas mais recentes, três idosos com doenças pré-existentes, elevaram a estatística alarmante, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde.

Um homem de 68 anos, residente em Cruz Alta, e duas mulheres de 74 e 78 anos, moradoras de Frederico Westphalen e Novo Hamburgo, respectivamente, são as últimas vítimas registradas. Comparativamente, em todo o ano de 2023, o estado registrou 54 óbitos, indicando um aumento preocupante na letalidade da doença.

Com mais de 31,2 mil casos confirmados em 2024, a dengue mostra-se mais presente do que nunca no Rio Grande do Sul. Alarmantemente, 26,5 mil desses casos foram de transmissão local, ou seja, as pessoas infectadas não viajaram para fora de suas cidades. Em resposta, o governo estadual decretou situação de emergência sanitária em 12 de março, e várias cidades seguiram o exemplo, incluindo Canoas, Cachoeirinha e São Leopoldo.

No cenário nacional, o Brasil superou 2 milhões de casos prováveis de dengue nas 11 primeiras semanas de 2024, com 758 mortes confirmadas e mais de mil ainda sob investigação. Especialistas apontam falhas no controle do Aedes aegypti, o mosquito transmissor, como uma das principais causas desse aumento. O Ministério da Saúde reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito, geralmente encontrados dentro das residências.

Além disso, fatores como o fenômeno El Niño e as mudanças climáticas têm agravado a situação, contribuindo para a proliferação do mosquito e a disseminação da doença.

A situação exige vigilância e ação coordenada das autoridades de saúde e da população para combater a dengue e evitar mais perdas.

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