Desemprego sobe para 6,5% e indica de desaquecimento no mercado de trabalho

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A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa uma alta em relação ao trimestre anterior, que registrou 6,2% em dezembro de 2024, e sinaliza um possível início de desaceleração no mercado de trabalho.

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Apesar do aumento, o resultado veio dentro das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma taxa entre 6% e 6,7%, com mediana de 6,6%, segundo o levantamento Projeções Broadcast. No mesmo período do ano passado, o índice era de 7,6%, o que indica que o mercado de trabalho segue resiliente, mas começa a sentir os efeitos de um crescimento econômico mais fraco.

A população ocupada atingiu 102,9 milhões de pessoas, enquanto 7,2 milhões seguem sem trabalho. Para analistas, o leve aumento do desemprego reflete um mercado que ainda está forte, mas já sente os impactos do cenário econômico mais difícil.

“É um mercado de trabalho em desaquecimento, mas ainda forte. Não vejo um mercado fraco”, avalia Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV Ibre.

O principal fator que pode impactar negativamente o emprego nos próximos meses é a política de juros altos. Desde setembro de 2024, a taxa Selic subiu de 10,5% para 13,25% ao ano, e a expectativa do mercado é que o Banco Central aumente para 14,25% na reunião de março. Com isso, setores que dependem de crédito, como construção civil e indústria, podem ser afetados.

“A deterioração das condições financeiras deve reduzir a demanda por mão de obra, à medida que os empregadores demonstram maior cautela ao expandir suas folhas salariais”, explica Lucas Assis, economista da Tendências Consultoria.

Especialistas preveem que a taxa de desemprego continue subindo ao longo do ano. A FGV Ibre estima que o índice possa chegar a 7,3% até dezembro, enquanto a LCA 4intelligence projeta um fechamento em 7%, contra a média de 6,6% registrada em 2024.

No entanto, o economista Bruno Imaizumi, da LCA 4intelligence, ressalta que esse crescimento não significa necessariamente uma piora no mercado de trabalho, mas pode refletir um aumento na procura por emprego.

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Fonte : Hora Brasilia

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