Governistas denunciam Eduardo Bolsonaro por crime de “lesa-pátria” e conspiração

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O líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), e os deputados Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram nesta quinta-feira (17) representações contra o deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nos documentos, eles pedem investigação criminal do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro por crime de “lesa-pátria” e de “conspiração contra o governo brasileiro com parlamentares dos Estados Unidos”. Também cobram a apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro.

“O representado, em total dissintonia com a realidade, atentando contra os interesses nacionais, patrocina, em estado estrangeiro, retaliações contra o seu próprio país e também contra um dos integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz trecho da notícia-crime divulgada pela CNN Brasil.

Pelas redes sociais, o deputado Lindbergh ainda ressaltou que Eduardo “não pode ser presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara”, e ainda disse que “ele tem que ser cassado e responder por seus crimes”.

“Nós queremos que abram investigação criminal e cassem seu passaporte. Essa turma não vai nos calar e intimidar com interferência externa dos EUA. Também estamos pedindo a prisão preventiva do Paulo Figueiredo, Neto do General Figueiredo, denunciado por tentativa de golpe, que também está agindo para tentar interferir em decisões judiciais. SEM ANISTIA!”, escreveu o líder do PT na rede X.

Já o deputado Rogério Correia disse que o Eduardo Bolsonaro tem “desmoralizado a justiça brasileira e o STF”. “Ele vive nos Estados Unidos e isso não é mais deputado do Brasil. Ele não pode continuar fazendo o que está fazendo, obstrução da justiça, para tentar embolar o julgamento do pai dele, que tentou dar um golpe no Brasil, e que por isso tem que ser penalizado pela legislação brasileira com a prisão”, declarou em vídeo nas redes sociais.

Somente neste ano, Eduardo visitou os Estados Unidos três vezes. A primeira foi para a posse de Donald Trump (Republicanos), em janeiro, quando ficou de fora da cerimônia, junto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Desde então, ele tem conversado com autoridades para pedir o apoio do governo norte-americano contra a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), no Brasil.

“Eduardo Bananinha, lambe-botas de americano, sim, e tem que aprender a não conspirar contra o país. Não adianta espernear na rede social”, declarou Guilherme Boulos.

Reação de Eduardo Bolsonaro

Após tomar conhecimento da acusação de Boulos, Eduardo respondeu na rede X:

Você prefere ter prestígio do Trump ou do Boulos? Não entro no Congresso para fazer amizades, quanto mais com invasor de propriedade e amigo do hamas. No mais, podem pedir meu passaporte, minha prisão e etc, o que me importa mesmo é lutar pela liberdade de presos injustamente“.

O filho do ex-presidente ainda rebateu as acusações dos petistas, dizendo que “está lindo ver a petezada chorando, reclamando que eu tenho ido demais aos EUA. Teve um que disse que ia me representar na PGR”.

“Recebam, meus colegas, apenas recebam… ainda vai ter muito choro de projeto de ditador no Congresso…”, completou o deputado.

A reação dos governistas ocorreu após a repercussão de uma postagem feita pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, que integra o governo do presidente Donald Trump, sobre as ordens de censura contra plataformas digitais americanas, classificando-as como incompatíveis com valores democráticos.

No mesmo dia da postagem, também foi aprovado um projeto no Congresso americano que proíbe a entrada do ministro Alexandre de Moraes, do STF, nos Estados Unidos. A proposta foi aprovada nesta quarta-feira no Comitê Judiciário da Câmara e foi comemorada por parlamentares aliados ao Bolsonaro.

“A articulação bolsonarista pela lei aprovada num comitê do Congresso dos EUA contra a soberania das decisões do STF no Brasil é um crime de lesa-pátria. O inelegível, seus parentes e foragidos da Justiça brasileira estão desafiando, mais uma vez, as instituições brasileiras e mostrando a quem eles realmente servem: a um país estrangeiro”, escreveu a presidente do PT, Gleisi Hoffman, em um post no X.

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Fonte:
Paulo Figueiredo

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